Post Image
06 nov, 2026
Posted by Agencia Raised
0 comment

Baterias no agronegócio: Powersafe e Rivelli em projeto que pode reduzir custos em 50% 

As baterias no agronegócio saíram do papel em Carmo do Cajuru, em Minas Gerais. A Rivelli Alimentos, empresa da cadeia avícola, instalou na Granja de Matrizes um sistema de armazenamento de 1,29 MWh que combina baterias, geração solar e rede elétrica. As empresas envolvidas projetam uma redução de aproximadamente 50% na conta de energia.

O caso interessa a quem produz alimentos e a qualquer operação que não pode ficar sem energia. A Powersafe desenvolveu o projeto em parceria com a Zipp Energia e forneceu os sistemas de baterias, além de testes e comissionamento. Neste artigo, mostramos como funcionam as baterias no agronegócio, o que elas entregam e quais cuidados o produtor deve ter antes de decidir.

Por que as baterias no agronegócio ganham espaço

O agro consome energia o tempo todo. Na avicultura, ventilação, refrigeração, ambiência e bombeamento trabalham sem pausa, e uma falha longa compromete a criação das aves. Por isso, as baterias no agronegócio deixaram de ser tema de nicho e entraram no planejamento de quem opera em escala.

A escala do setor reforça esse movimento. Em 2025, o Brasil produziu 15,289 milhões de toneladas de carne de frango e exportou 5,324 milhões, segundo a ABPA.

Para 2026, a associação projeta uma produção de até 16,15 milhões de toneladas. Mais produção tende a pedir mais carga elétrica, e mais carga aumenta o custo de qualquer falha de energia.

A Rivelli mostra esse movimento de perto. Fundada em 1985, a empresa atua da criação de aves ao processamento industrial e anunciou cerca de R$ 430 milhões em investimentos para elevar a capacidade de abate de 200 mil para 300 mil aves por dia. Com a expansão, energia estável virou condição para crescer. Assim, as baterias no agronegócio entram como parte da infraestrutura, e não como acessório.

Como o projeto de baterias no agronegócio da Rivelli foi montado

O sistema reúne seis gabinetes de baterias Huawei LUNA2000, de 215 kWh cada, que somam 1.290 kWh de armazenamento. As baterias usam a tecnologia de lítio-ferro-fosfato, conhecida como LFP. Além delas, a granja recebeu 540 painéis solares de 700 Wp, instalados sobre três galpões, que somam 378 kWp de geração.

A estrutura inclui uma subestação dedicada, de 13,8 kV para 380 V, e opera no modelo zero grid. Nessa configuração, a granja não injeta excedentes na rede da distribuidora. Dessa forma, a energia solar abastece o consumo da própria unidade e alimenta as baterias, sem exportação para a Cemig.

Várias empresas participaram da implantação. A Huawei forneceu a tecnologia de armazenamento e os inversores fotovoltaicos, enquanto a Powersafe cuidou das baterias, dos testes e do comissionamento, etapa em que se verificam os equipamentos antes da operação.

A Zipp Energia e a KBTZ Engenharia atuaram no desenvolvimento, nas obras, na subestação e na integração da infraestrutura. Segundo a Exame, a instalação é a primeira de um consumidor privado em Minas Gerais a receber homologação integral da Cemig Distribuição.

Como as baterias no agronegócio reduzem a conta de energia

A economia não vem de consumir menos, e sim de consumir melhor. Segundo a Aneel, indústrias e comércios de média e alta tensão já pagam tarifas que variam conforme o horário.

Nesse modelo existe o horário de ponta, definido por cada distribuidora, e o custo sobe porque entram em operação fontes de geração mais caras. Para o produtor, a pergunta passa a ser como evitar a compra de energia cara nesse intervalo. As baterias no agronegócio respondem com três funções combinadas.

Deslocamento de carga no horário de ponta

O load shifting, ou deslocamento de carga, carrega as baterias quando a energia custa menos e usa a energia guardada durante o horário de ponta. Na Rivelli, as empresas dimensionaram o sistema para que o consumo da concessionária caia a zero nesse período.

Na prática, a granja segue no mesmo ritmo e muda apenas a origem da energia. O produtor paga menos pela mesma operação, e as baterias no agronegócio funcionam como um estoque de energia mais barata.

Controle do pico de demanda

O peak shaving reduz os picos de demanda elétrica. As baterias no agronegócio entregam potência nos momentos de maior exigência e evitam que a granja puxe tudo da rede. No projeto, a meta é manter a demanda máxima em até 360 kW.

Esse controle importa porque a conta de quem está em média e alta tensão considera a potência solicitada, e não só a energia consumida. Assim, achatar o pico ajuda a reduzir um item que pesa na fatura.

Correção do fator de potência

O sistema também atua no fator de potência, indicador que mostra com que eficiência a instalação usa a energia elétrica. Quando esse indicador piora, a distribuidora pode cobrar valores extras pela energia reativa. Com a correção, as baterias no agronegócio ajudam a evitar essa cobrança adicional.

Somadas, as três funções sustentam a estimativa de redução de cerca de 50% na fatura. Esse número, porém, é uma projeção apresentada pelas empresas, e não um resultado medido após um período de operação. Por isso, quem avalia baterias no agronegócio deve tratá-lo como referência de projeto.

Baterias no agronegócio e autonomia em caso de apagão

A economia chama atenção, mas a segurança operacional pesa tanto quanto. Antes do projeto, a troca do fornecimento para o gerador a diesel dependia de acionamento manual. Agora, as baterias no agronegócio assumem automaticamente quando a rede cai, e o gerador segue disponível como segunda camada de proteção.

Os estudos de dimensionamento partiram de um cenário crítico: chuva forte e queda da rede logo após o horário de ponta. Nessa situação, a autonomia estimada é de cerca de dez horas. Se a granja desligar equipamentos não essenciais, o tempo pode chegar a 27 horas. Com boa geração solar, a autonomia também se estende enquanto os painéis sustentarem o consumo.

Esses números dependem das condições do momento, ou seja, da geração solar e dos equipamentos que continuam ligados. Portanto, quem planeja baterias no agronegócio precisa tratar a autonomia como estimativa e definir de antemão quais cargas são essenciais. Na avicultura, ventilação, ambiência, refrigeração e bombeamento são candidatos naturais a essa lista.

O que considerar antes de investir em baterias no agronegócio

Os resultados das baterias no agronegócio pedem leitura cuidadosa. A projeção de 50% ainda não vem de operação medida, e o material divulgado não informa o valor investido, o prazo de retorno nem a redução de emissões. Assim, cada propriedade precisa de um estudo próprio antes de assumir números parecidos.

O projeto também mantém a rede elétrica e o gerador a diesel entre as fontes de abastecimento. Em outras palavras, as baterias no agronegócio ampliam o uso da energia solar, mas não eliminam o uso potencial de combustível fóssil em emergências. A solução funciona como uma camada adicional de segurança.

Para dimensionar um sistema, alguns dados pesam mais do que outros:

  • O perfil de consumo ao longo do dia e a demanda máxima;
  • As cargas críticas que não podem parar;
  • A geração solar disponível e a área para os painéis;
  • A autonomia desejada em caso de apagão;
  • A tarifa e o horário de ponta da distribuidora local.

Com esses dados em mãos, o projeto deixa de ser palpite e vira dimensionamento. Esse é o caminho para que as baterias no agronegócio entreguem o que prometem.

Baterias no agronegócio dentro de um mercado de armazenamento em expansão

O movimento das baterias no agronegócio acompanha o que acontece no mundo. A IEA aponta que as adições de baterias cresceram cerca de 40% em 2025, perto de 110 GW, o ritmo mais rápido entre as tecnologias de geração de energia.

No Brasil, o interesse também aparece nos números. Os primeiros leilões dedicados a baterias receberam o cadastro de 6.091 projetos, que somam 296,81 GW, segundo a EPE. Geradoras, transmissoras e fabricantes de equipamentos demonstraram interesse na disputa.

Para Renato Mondino, diretor de BESS C&I da Huawei, o projeto da Rivelli indica uma mudança no uso de baterias por empresas com atividades críticas. Ele vê na combinação de armazenamento, geração solar e gestão da demanda um caminho para ganhar resiliência e otimizar o uso da energia. Nesse cenário, as baterias no agronegócio tendem a ganhar mais espaço à medida que o mercado de armazenamento cresce.

Como a Powersafe apoia projetos de baterias no agronegócio

A Powersafe atua há 20 anos com baterias para aplicações especiais e aplica esse conhecimento às baterias no agronegócio. No caso da Rivelli, a empresa forneceu os sistemas de baterias, realizou os testes e acompanhou o comissionamento. Dessa forma, o produtor conta com um parceiro presente na etapa de armazenamento, do equipamento à verificação antes da operação.

O portfólio inclui soluções de armazenamento como o BESS Huawei, e o suporte técnico acompanha o cliente antes e depois da compra. Assim, a orientação para dimensionar o sistema parte da realidade da propriedade, e não de um modelo genérico.

Se a sua operação depende de energia contínua e você quer avaliar baterias no agronegócio, fale com o time comercial da Powersafe. Fonte que gera inovação, energia que sustenta o futuro. Conte com a Powersafe para tirar esse projeto do papel.

Leia a matéria completa no Exame: Baterias ganham espaço no agronegócio – e podem reduzir conta de energia em 50%